Câncer colorretal com metástase no fígado tem tratamento?
- Felipe Shoiti
- 29 de out. de 2021
- 1 min de leitura
Atualizado: 7 de out. de 2022
A expressão “câncer colorretal” faz referência aos tumores que se originam no intestino grosso e reto. Representa o terceiro tipo de câncer mais comum. O fígado é o principal sítio de metástases hepáticas deste tipo de câncer. Apesar de apenas cerca de 20% dos pacientes apresentarem metástases no momento do diagnóstico do câncer colorretal, aproximadamente 60% dos pacientes terão metástases em algum momento de sua evolução, sendo o fígado o local mais comum de encontrá-las.
O controle da doença metastática hepática é de fundamental importância, já que tem impacto direto na sobrevida dos pacientes. Ou seja, controlar a doença do fígado permite que os pacientes tenham a possibilidade de viver mais e, porque não dizer, com maior qualidade.
Entre os pacientes com doença metastática hepática colorretal, cerca de 80% não serão candidatos cirúrgicos. Apesar da incidência global do câncer colorretal estar reduzindo, a incidência entre pacientes mais jovens, com menos de 50 anos, apresenta uma tendência de aumento.

Os métodos ablativos são técnicas que usam altas temperaturas para destruir tumores com margens de segurança. Existem duas alternativas principais: ablação por radiofrequência e por microondas. Suas eficiências e execuções são equivalentes, diferindo nos seus mecanismos de geração de calor. Este tipo de tratamento não envolve grandes incisões ou cortes, é muito preciso e geralmente proporciona menor tempo de internação hospitalar e rápida recuperação.
O papel da radiologia intervencionista no tratamento da doença hepática metastática colorretal inclui aumentar o número de candidatos à cirurgia, proporcionar potencial de cura para pacientes que não são candidatos cirúrgicos e inclusive aumentar a sobrevida e a qualidade de vida para pacientes com perspectiva limitada a outros tratamentos.




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