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Câncer de pâncreas: como tratar a dor?

  • Foto do escritor: Felipe Shoiti
    Felipe Shoiti
  • 8 de out. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 8 de out. de 2022

Um dos maiores estigmas do câncer, ainda nos dias de hoje, é a dor. Enraizada na cultura popular, o medo do “sentir dor” é algo que provoca, em muitos pacientes, um fenômeno de angústia pela espera de seu aparecimento. É fato que nem todo tumor provocará dor, muito embora não seja um sintoma infrequente. Muitas vezes a dor é incapacitante, comumente lombar e/ou abdominal.


São muitos os fatores que contribuem para um tipo de tumor provocar mais comumente dor, sua localização é um deles. O pâncreas está em uma posição central em nosso abdome, particularmente próximo de uma estrutura chamada plexo celíaco. O plexo celíaco nada mais é que uma espécie de interposto de fibras nervosas oriundas de várias estruturas viscerais, tais como o intestino e o pâncreas, que recebe informações tais como a sensibilidade a dor, sendo responsável por retransmitir essa informação ao sistema nervoso central.



A própria infiltração local do tumor de pâncreas já é motivo suficiente para o aparecimento do sintoma, mas a invasão desse chamado plexo, é uma característica marcante desse tipo de tumor e responsável por uma dor de difícil controle medicamentoso. Sempre começamos a tratar uma dor de forma conservadora, com medicamentos analgésicos mais simples, e vamos progredindo para medicamentos mais potentes e, por fim, para medidas mais invasivas. Geralmente as altas doses de analgésicos necessárias para controle álgico contribuem para a piora da já delicada qualidade de vida dos pacientes, provocando náuseas, constipação, sonolência e mal estar.


Justamente por se inserir em um cenário inóspito, que o procedimento de neurólise do plexo celíaco aparece de forma tão conveniente, tendo em sua simplicidade a essência da elegância do tratamento e a beleza da sua eficácia. Quando bem indicado, a imensa maioria dos pacientes terá uma resposta imediata, com redução das doses ou suspensão das medicações analgésicas.


O princípio da neurólise é interromper o fluxo da informação da dor, como se cortássemos os fios que a transmitem. Na prática, com o paciente de bruços, posicionamos duas agulhas bem finas junto às fibras nervosas que chegam ou partem do plexo celíaco. Então, injetamos cerca de 15-20 mL de álcool estéril a 99% em cada uma dessas agulhas. O álcool provocará destruição dessas fibras nervosas, interrompendo a transmissão da informação da dor. A neurólise do plexo celíaco é um procedimento realizado sob sedação, de rápida execução. Visa o melhor controle da dor, a fim de proporcionar melhora da qualidade de vida, sendo comum a redução imediata das doses ou a suspensão completa de analgésicos.

 
 
 

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