Como a radiointervenção pode ajudar no pós-operatório?
- Felipe Shoiti
- 19 de nov. de 2021
- 1 min de leitura
Atualizado: 8 de out. de 2022
Todo procedimento invasivo possui riscos, por mais seguro e bem executado. Cirurgias não estão isentas de complicações infecciosas, a despeito da evolução das técnicas cirúrgicas e cuidados peri-operatórios nos últimos 50 anos.
A maioria das infecções de sítio cirúrgico são tratadas com antibióticos, sem a necessidade de outras intervenções. Em alguns casos, acúmulos líquidos podem ocorrer, estarem infectados e necessitarem de algum tipo de drenagem, por perpetuarem a infecção, dificultando a ação dos antibióticos e prolongando ou impedindo sua resolução.
Reabordagens cirúrgicas podem enfrentar ambientes hostis, difíceis principalmente no contexto infeccioso. É neste contexto, que a Radiointervenção possui um papel de apoio de grande valor, permitindo o tratamento de coleções infectadas ou não, sem a necessidade de novas cirurgias. Nesse cenário, as técnicas de drenagem de coleções que dispensem a necessidade de uma nova cirurgia são muito bem-vindas. São comumente menos invasivas, menos mórbidas, de mais rápida execução e recuperação.

Guiados por ultrassom e/ou tomografia, drenos de fino calibre podem ser posicionados com segurança e eficiência em praticamente qualquer sítio cirúrgico torácico ou abdominal. A vantagem é a forma pouco mórbida que dispensa grandes incisões, além de ser eficiente e proporcionar rápida recuperação.
Drenagens percutâneas guiadas por imagem de coleções infectadas, linfoceles e fístulas em contexto pós-operatório já são uma realidade bem consolidada. Ferramenta minimamente invasiva, pouco mórbida, resolutiva, que pode ser realizada sob sedação leve, com mínimo desconforto no pós procedimento.
A parceria cirurgia-intervenção já é uma realidade consolidada em qualquer serviço médico de excelência, e quem ganha é o paciente!




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