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Tratamento de tumor nos rins por congelamento

  • Foto do escritor: Felipe Shoiti
    Felipe Shoiti
  • 24 de set. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 3 de out. de 2022

O câncer renal representa cerca de 2 a 3% de todos os casos novos de câncer no adulto. Engloba uma variedade de tipos, sendo de longe o mais comum o carcinoma de células claras, representando 70-90% dos casos.


As taxas de detecção do câncer renal tem aumentado progressivamente dentro das últimas décadas, principalmente à custa de tumores pequenos assintomáticos (menores que 3,0 cm). É muito difícil estabelecer com precisão os motivos para esse crescimento da incidência, no entanto, a difusão e maior acessibilidade aos métodos de imagem como a ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética, talvez tenham uma contribuição importante neste fenômeno.



Ao longo do tempo, as cirurgias poupadoras de néfrons na forma das nefrectomias parciais substituíram as nefrectomias radicais como o padrão ouro no tratamento de pequenos tumores renais. Isso foi um passo importantíssimo e natural, quando paramos para pensar que podemos aumentar as chances de preservação de função renal, sem prejuízo na eficiência do tratamento.


É justamente nesse cenário de potencial curativo e maximização de preservação de função renal, que os procedimentos ablativos surgiram e tem ganhado cada vez mais força, sendo hoje uma alternativa à cirurgia no tratamento de tumores renais pequenos.


Confira 5 curiosidade sobre a crioablação renal:


1. O tumor é envolvido por uma elipse de gelo, gerada pela circulação do gás argônio no interior de uma agulha especial, com temperaturas da ordem dos -150°C. O gelo é visto durante o procedimento como uma área ovalada mais escura ao entorno da agulha de crioablação.


2. Sessões de congelamento (10 min) e descongelamento (3-5 min) determinam a morte das células tumorais e de uma margem de segurança de tecido renal normal.


3. Pode-se utilizar mais de uma agulha ao mesmo tempo. A ciência do posicionamento das múltiplas agulhas permite um efeito sinérgico entre elas, modificando o tamanho e morfologia da zona de congelação, além das mínimas temperaturas alcançadas.


4. A crioablação costuma ser pouquíssimo dolorosa, frequentemente dispensando analgésicos no pós-procedimento e permitindo uma recuperação rápida, com pronto retorno às atividades diárias.


5. O tratamento percutâneo é uma excelente alternativa para tumores menores que 3,0 cm, restritos ao rim e sem invasões vasculares (estadio T1a). Já é uma realidade em um cenário de diagnósticos cada vez mais precoces, com a difusão da cultura do auto-cuidado e dos exames de rotina.


Se achou curioso, sinta-se à vontade para compartilhar, informação é poder!

 
 
 

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